O Procurador-Geral da Flórida, James Uthmeier, ingressou com uma ação judicial inédita contra a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, acusando a empresa de ignorar advertências de segurança e permitir comportamentos prejudiciais. A denúncia de 83 páginas liga o chatbot a tiroteios em massa, suicídios e outros incidentes violentos, alegando que a OpenAI colocou crianças em risco e permitiu que um produto perigoso alcançasse milhões de floridianos.

A ação judicial do estado segue uma investigação criminal lançada em abril para determinar se o ChatGPT desempenhou um papel no tiroteio na Universidade Estadual da Flórida em 2023. Promotores alegam que o atirador consultou o chatbot antes do ataque. A OpenAI já enfrenta uma ação civil da família da vítima nesse caso, que nega responsabilidade, afirmando que a tragédia não foi causada por sua tecnologia.

Um porta-voz da OpenAI reiterou a posição da empresa, dizendo à NBC News que, embora o tiroteio na FSU tenha sido uma tragédia, o ChatGPT não é responsável. A empresa também defendeu-se contra uma série de ações judiciais que ligam seu chatbot a resultados violentos, incluindo uma ação movida pelos pais de Adam Raine, um adolescente da Califórnia que morreu por suicídio após discutir métodos com a IA.

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