Peter Thiel, cofundador bilionário da PayPal e da Palantir, passou os últimos três anos falando sobre o Anticristo. Ele começou em público, com uma palestra em 2023 na Universidade Católica da América. Desde 2025, tem realizado palestras fechadas, somente por convite, em San Francisco e, em março, levou uma série privada de quatro partes a Roma, bem às portas do Vaticano.
Gravações dessas palestras vazaram para o The Verge, e o veículo já ouviu e leu as transcrições das quatro palestras em Roma. O material mostra um homem reunindo fragmentos de religião, história e política em advertências sobre o que ele considera uma catástrofe iminente. O principal alvo é o que Thiel chama de “safetyism” (a obsessão pela segurança), e as pessoas que ele acusa de promovê-lo.
Qual é o argumento de Peter Thiel contra os defensores da segurança em IA?
Essas pessoas incluem os altruístas efetivos, um movimento utilitarista que se concentra em fazer o maior bem para o maior número de pessoas pelo maior tempo possível. Muitos no movimento consideram essencial impedir um apocalipse causado pela IA para salvar vidas humanas. Thiel argumenta que os promotores da “paz e segurança” são as forças que preparam o caminho para o Anticristo. Ele extrai essa ideia de um trecho da primeira carta de São Paulo aos Tessalonicenses e usa o termo grego katechon, ou “restringidor”, para designar aqueles que retardam o fim. Ele já apontou Anthony Fauci como um exemplo.
O argumento de Thiel vai na contramão dos temores habituais dos líderes de IA, que alertaram que a tecnologia poderia ameaçar a extinção humana em até uma década. Na visão de Thiel, o verdadeiro perigo é que a ansiedade em relação à IA leve a uma regulação pesada, e que essa regulação seja o erro.
Por que Peter Thiel critica o Papa Leão XIV?
Seu ensaio de julho na First Things, intitulado “O Papa e o Anticristo”, estende essa lógica ao Vaticano. Nele, Thiel sugere que o falecido Papa Francisco poderia ter sido o Anticristo. Em conversas vazadas, ele chamou o atual papa americano, Leão XIV, de “agente comunista chinês” e, mais recentemente, de “idiota útil” de Pequim, porque o pontífice quer regular a IA. Thiel também teme que Leão XIV seja um “papa americano woke” que poderia se unir a liberais americanos para construir uma “fusão cesaro-papista” tirânica.
Thiel se apoia fortemente no Papa Bento XVI, que renunciou em 2013 e morreu em 2022. Ele lê a tese de doutorado do jovem Joseph Ratzinger sobre São Boaventura como prova de que Bento previa o fim dos tempos. Também trata a renúncia de Bento como um dos “sinais e indícios” do papa sobre o Anticristo. Thiel afirma que a linguagem apocalíptica de Bento faz com que ele “soe como um pregador batista sulista de fogo e enxofre”.
A análise argumenta que Thiel interpreta mal Ratzinger. Nas passagens citadas, Ratzinger advertia contra a ideia de que a humanidade poderia alcançar a paz e a justiça por meio de seus próprios esforços. Seu verdadeiro temor era pela Igreja Católica, e não pelo planeta. Como afirmou o teólogo italiano Marcello Neri, Ratzinger estava “ansioso com o fim de uma era histórica da Igreja Católica”.
A proposta mais incomum de Thiel pode ser a afirmação de que o Anticristo poderia ser um sistema, e não uma pessoa. Em uma palestra, ele aponta tratados fiscais, vigilância financeira e sanções como partes de uma máquina que poderia ser “ativada com o acionar de um interruptor”. Ele também cita o Tribunal Penal Internacional, as leis rigorosas da Alemanha contra símbolos nazistas e a difamação online, além das regras australianas de verificação de idade, como peças do mesmo quadro.
As ideias de Thiel têm forte ligação com Washington. Seu apoio financeiro ajudou a impulsionar JD Vance ao Senado dos EUA, e Vance, que é um católico convertido, está agora a um batimento cardíaco da presidência. Thiel já chamou Vance de “o homem mais inteligente que já conheci”. Vance também falou sobre o fim dos tempos e o Anticristo em um podcast com um influenciador evangélico popular. O comentarista conservador Rod Dreher afirmou que essa crença é “uma crença muito, muito comum”.
A análise conclui que a teologia de Thiel é mais um prato comum do evangelicalismo do que sua linguagem grandiosa sugere. O que o diferencia é seu dinheiro e sua influência. Thiel usa sua visão apocalíptica para se colocar como juiz entre os salvos e os condenados, e poucos pregadores tiveram esse tipo de poder.
Questo articolo è stato scritto con l'assistenza dell'IA.
News Factory APP - notizie agentiche per potenziare il tuo SEO e AEO.