A Meta está dando passos concretos para desfazer sua aquisição de US$ 2 bilhões da Manus, a startup de inteligência artificial de origem chinesa que comprou em dezembro. A Bloomberg relatou que o gigante das mídias sociais isolou a Manus de seus sistemas internos, encerrando a partilha de dados e impedindo que funcionários acessem as ferramentas da Manus para projetos internos. A medida segue uma ordem de desinvestimento emitida por Pequim cerca de dois meses atrás, que citou preocupações de segurança nacional sobre a transferência de tecnologia estrategicamente sensível.

Enquanto a Meta trabalha para completar a separação operacional, os co-fundadores da Manus começaram conversas preliminares com investidores externos para levantar cerca de US$ 1 bilhão. Fontes dizem que o capital permitiria que os fundadores recomprassem a empresa, possivelmente reestruturando-a como uma joint-venture chinesa e posicionando-a para uma futura listagem na bolsa de Hong Kong. Listagens recentes de inteligência artificial em Hong Kong, como MiniMax e Zhipu, atraíram o interesse de investidores, tornando o local atraente para empresas de inteligência artificial chinesas que buscam mercados públicos.

A desinvestimento forçada sublinha a determinação de Pequim em manter o controle sobre tecnologias emergentes, independentemente da incorporação offshore de uma empresa. Nas semanas após a ordem, as autoridades chinesas expandiram as restrições de viagem para pesquisadores e executivos de empresas privadas, exigindo aprovação governamental para qualquer viagem ao exterior. O governo também apertou a fiscalização do capital estrangeiro, com relatos de que as principais empresas de inteligência artificial - incluindo Moonshot AI, StepFun e ByteDance - devem obter aprovação estatal antes de aceitar investimento dos EUA.

A despeito da separação, a Manus continua a lançar novos recursos de produtos. A startup recentemente anunciou integrações com Similarweb e Shopify, sinalizando que seu pipeline de desenvolvimento permanece ativo, mesmo enquanto a disputa de propriedade se desenrola.

Os investidores da Manus incluem a Benchmark, sediada na Califórnia, bem como apoiadores asiáticos como Tencent, HSG e ZhenFund. A Benchmark já recebeu seus rendimentos da aquisição original, enquanto os investidores asiáticos indicaram disposição para cooperar com o processo de desinvestimento. A transação chamou a atenção em Washington, onde o senador John Cornyn questionou se o capital americano deveria fluir para uma empresa com ligações chinesas.

Tanto a Meta quanto a Manus se recusaram a comentar fora do horário comercial regular. A situação ilustra a crescente fricção entre as empresas de tecnologia dos EUA que buscam adquirir talentos de inteligência artificial chineses e um governo chinês que está cada vez mais vigilante sobre o controle estrangeiro de seus setores estratégicos.

This article was written with the assistance of AI.
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