O Surface Laptop Ultra da Microsoft tem o visual e o acabamento do melhor notebook da Apple. Seus recursos de IA local são a parte que ainda parece inacabada. Por US$ 5.899 na configuração mais completa, a máquina foi feita para exibir os novos chips Arm RTX Spark da Nvidia e exige que o comprador esteja disposto a experimentar.
O hardware é a parte fácil de defender. O notebook usa um design totalmente em alumínio, um touchpad háptico grande e um acabamento de alto padrão. Até a cor “nightfall” se aproxima muito do preto espacial da Apple. A tela mini-LED de 15 polegadas atinge pico de 2.000 nits de brilho HDR, contra 1.600 nits do MacBook Pro. Ela também é uma tela sensível ao toque no formato 3:2, algo que o notebook da Apple não oferece. A Microsoft afirma que se trata da tela mais brilhante que já lançou em um Surface Laptop.
A seleção de portas é familiar, com três portas USB-C, uma porta USB-A, uma porta HDMI 2.1b, um leitor de cartão SD e uma entrada para fone de ouvido. A maior mudança é o Magnetic Connect, que traz de volta o antigo conector de carregamento Surface Connect. Ele se encaixa na porta USB-C do lado direito quando é aproximado, e essa porta funciona como qualquer outra USB-C quando o notebook não está carregando. O touchpad háptico oferece retorno útil para cliques, arrastos e alinhamento de janelas no Windows 11, embora o analista tenha desejado que mais aplicativos oferecessem suporte a ele.
Nem tudo funciona como esperado. O indicador de bateria do notebook caiu de 100% para 97% logo após desconectar o carregador, um padrão que se repetiu em todas as vezes. Moses Nsereko, porta-voz da Microsoft, afirmou que o comportamento é intencional. “Quando está conectado e a bateria está cheia, o dispositivo pausa o carregamento em vez de ficar completando constantemente, e só retoma quando o nível cai para 95%”, disse Nsereko. “Isso reduz o desgaste ao longo do tempo.”
A IA local é a parte difícil
A proposta de IA do Surface Laptop Ultra depende da execução de grandes modelos no próprio aparelho. O modelo testado tem uma CPU de 20 núcleos codesenvolvida pela Nvidia e pela MediaTek, uma GPU com 6.144 núcleos CUDA, 128 GB de memória unificada e um SSD Gen 5 de 1 TB. O modelo básico, com preço de US$ 2.599, tem uma CPU de 18 núcleos, uma GPU com 5.120 núcleos CUDA e 24 GB de memória, o que, segundo o analista, limitaria a quantidade de modelos locais que ele consegue executar.
Logo na primeira utilização, o notebook pede que o proprietário escolha um agente de IA entre Hermes, OpenClaw ou Perplexity. O analista testou Hermes e OpenClaw ao longo de uma semana. O OpenClaw precisou ser reinstalado para corrigir um problema de gateway antes de funcionar.
O desempenho foi muitas vezes decepcionante. Usando o modelo Qwen3.8-27B, o notebook manteve os ventiladores em velocidade máxima e a GPU em 100%, mesmo para pedidos simples. O Hermes levou vários minutos para redimensionar e converter um lote de fotos de PNG para JPG, uma tarefa que um utilitário do PowerToys resolve em segundos. O OpenClaw passou 30 minutos tentando criar um painel de casa inteligente e terminou com um erro.
O analista afirmou que os agentes tiveram alguns momentos úteis. O Hermes configurou um servidor local do llama.cpp para transcrever arquivos de áudio e vídeo, o que poderia substituir um aplicativo de transcrição ou um serviço em nuvem. Esse processo exigiu alguns ajustes. O analista também disse que os agentes são voltados para desenvolvedores e usuários avançados e que a Microsoft ou a Nvidia deveriam criar uma interface de IA local mais simples.
Jogos em alta, CPU atrás da Apple
Nos jogos, o notebook tem desempenho melhor do que o esperado para o seu porte. Black Myth: Wukong teve média de 70 quadros por segundo (fps) em resolução nativa, com configurações médias e DLSS no modo performance. Cyberpunk 2077 teve média de 66 fps nas mesmas configurações, e Forza Horizon 6 teve média de 57 fps. Gears of War: E-Day teve média de 40 fps nas configurações médias e 48 fps nas baixas. Doom: The Dark Ages atingiu 60 fps apenas nas configurações baixas com DLSS no modo performance.
A compatibilidade é menos consistente. Horizon Zero Dawn Remastered ficou limitado a 30 fps em 1440p, o que o analista atribuiu à alta carga de CPU do jogo rodando por meio de emulação. Versões nativas para Arm de jogos como Marvel Rivals têm desempenho melhor, e a Nvidia e a Microsoft estão trabalhando com EA, Activision e Riot Games para levar títulos como Battlefield, Call of Duty, Valorant e League of Legends para Arm.
O desempenho em trabalhos criativos é dividido. O notebook exportou um vídeo de teste em 4K no Premiere Pro em dois minutos e 18 segundos, cerca de um minuto mais lento que o MacBook Pro topo de linha e mais rápido que o modelo básico com M5. Em testes focados em CPU, o processador MediaTek ficou bem atrás do M5 Max da Apple no Geekbench e no Cinebench, e também perdeu nos testes de Photoshop, Premiere Pro e DaVinci Resolve. A duração da bateria foi de cerca de sete horas com modelos de IA local e uma mistura de aplicativos e jogos, e de cerca de 10 horas ou mais em tarefas mais leves.
O analista concluiu que o Surface Laptop Ultra não é uma melhoria clara de desempenho em relação ao MacBook Pro, exceto em algumas cargas de trabalho de IA e no suporte a CUDA. Ele é mais indicado para desenvolvedores e usuários avançados que querem executar IA local, programar ou testar agentes, e que estejam dispostos a pagar por isso. Para a maioria dos compradores, segundo o analista, notebooks mais baratos atendem bem ao trabalho do dia a dia e a jogos leves, sem o preço premium.
Cet article a été rédigé avec l'assistance de l'IA.
News Factory APP - actualités agentiques pour booster votre SEO et AEO.