A forma como as pessoas escrevem software está prestes a mudar, segundo um artigo de A.I. Wasserman e S. Gutz intitulado "The future of programming". Os autores sustentam que o trabalho de programação já está em transformação e que o ritmo dessa mudança vai aumentar à medida que as práticas de desenvolvimento de software e as ferramentas e ambientes de desenvolvimento se tornarem mais sofisticados.
O artigo apresenta suas previsões em três etapas. Os autores veem os ganhos mais próximos na produtividade dos programadores, impulsionados por ferramentas aprimoradas e ambientes de desenvolvimento integrados. Esse é o panorama de curto prazo.
Num horizonte mais distante, os autores esperam que os programadores recorram a bibliotecas de componentes de software. Também preveem um uso mais amplo de pacotes que gerem programas automaticamente para determinados tipos de sistemas comuns. O artigo situa isso no médio prazo.
A previsão de longo alcance é a mais ambiciosa. Os autores argumentam que os programadores poderão, eventualmente, descrever o que desejam de forma não procedural. Isso poderia significar trabalhar com um conjunto de regras ou linguagens formais de especificação, em vez de detalhar cada etapa do procedimento. Nesse cenário, o papel do programador muda. Wasserman e Gutz escrevem que o trabalho do programador de aplicações se tornará cada vez mais orientado à análise.
Essa mudança, afirmam os autores, permitiria que os desenvolvedores de software abordassem um grande número de áreas de aplicação que não podiam ser tratadas de forma eficaz até então. O resumo não diz quais áreas têm em mente, nem estabelece um cronograma para as mudanças de longo prazo.
A bibliografia do artigo oferece uma ideia das pesquisas em que os autores se basearam. Ela lista 50 referências, muitas do final da década de 1970 e do início da década de 1980. Entre elas estão um relatório do Departamento de Defesa dos EUA sobre requisitos para ambientes de suporte à programação Ada, um manual de referência da linguagem de programação Ada, e estudos sobre o ambiente de programação Unix e sobre INTERLISP. Outros itens tratam das linguagens de programação Pascal e Euclid, do manual de referência da CLU e de sistemas de consulta por exemplo. Vários trabalhos abordam a engenharia de software como disciplina, incluindo um artigo de 1978 de Wasserman e L.A. Belady intitulado "Software engineering: The turning point". Wasserman também é citado por seu próprio trabalho sobre metodologias de projeto de sistemas de informação e sobre engenharia de software para usuários.
As referências apontam para uma área que então se concentrava em como os programas são construídos, testados e gerenciados, e nos ambientes que os programadores usam para realizar esse trabalho. As previsões do artigo se apoiam nesse conjunto de pesquisas, avançando de ferramentas melhores em direção à geração automática e, por fim, à descrição do software em termos do que ele deve fazer, e não de como deve fazê-lo.
Cet article a été rédigé avec l'assistance de l'IA.
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